terça-feira, 20 de dezembro de 2011

DEUS SE FEZ GENTE...


São Francisco e o Presépio em Greccio
Alguns dias antes do Natal de 1223 Francisco chamou seu amigo João Velita e quis preparar um lugar para celebrar o Natal. Queria lembrar o Menino que nasceu em Belém, os apertos que passou e como foi posto num presépio, e ver como ficou em cima da palha entre o boi e burro. João, o amigo, escutou Francisco e preparou tudo como ele havia pedido. Aproximava-se o dia de Natal. De muitos lugares chegavam os irmãos. Homens e mulheres traziam tocha para iluminar a noite. Greccio tornou-se uma Nova Belém. A noite que Francisco fez o primeiro presépio estava linda. O bosque ressoava com vozes que ecoavam nos morros. Os Frades cantavam louvando o Senhor.
Ali ao redor do presépio foi celebrada a missa. Francisco atuou como diácono. Pregou sobre o amor do Menino-Deus para com a humanidade. Todos sentiram uma piedade e alegria natalina jamais experimentada até então.
A partir daquele dia, surgiu a tradição do presépio e o Natal de estilo franciscano: festa da alegria, da simplicidade.
Maria deu à luz ao Menino num lugar frio, rude e muito simples. Essa criança mudou os rumos e os destinos da história, dividindo-a entre um antes e um depois.  O amor sempre encontra lugar nos corações generosos, abertos, disponíveis e simples. É por causa do amor infinito de Deus e o Sim de Maia que hoje nós celebramos o NATAL. E o Natal sempre será celebrado, pois Deus jamais abandonará a humanidade.
Feliz Natal e um Ano Novo cheio de graça e esplendor!
Frei Luizinho Marafon



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011



Evangelho (Lucas 1,26-38)

Domingo, 18 de Dezembro de 2011
4º Domingo do Advento

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria.
28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.
30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”
35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.
38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”
E o anjo retirou-se.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário

   “Alegra-te cheia de graça! O Senhor esta com você!” Maria é a imagem da Igreja. Encontramos em Maria nosso melhor modelo de espera pelo Salvador. Sua gravidez virginal simboliza nossa preparação para o Natal do Senhor. Mas a espera de Maria ainda ultrapassa a materialidade da gestação que ela realiza. .Maria é também sinal do Israel fiel que vê realizar em si todas as expectativas messiânicas e ainda sinal do povo futuro que aguarda a manifestação última do Senhor.
   Desta forma, o tempo do Advento reúne sua teologia e espiritualidade nesta imagem tão querida e próxima de todos nós. A Mãe do Senhor, por sua maternidade, nos dá, como porta aberta, o salvador do mundo. No Natal, não celebram os apenas o nascimento de Jesus, Deus que se fez humano, mas também nossa humanidade tocada pela divindade de Deus. Tudo isso possibilitado pelo sim de Maria, que é também nosso sim.
   O tempo se cumpriu: com a vinda de Cristo vivemos nos últimos momentos da história da humanidade, vendo realizar a força da semente do Evangelho enraizada no chão da nossa história, da mesma forma que a semente do Verbo se enraizou no seio da Virgem.
A última semana do Advento nos aproxima mais e mais do mistério do Natal. Já celebramos de algum modo a Encarnação do Verbo anunciada pelo anjo e guardada em segredo no ventre da jovem mãe.
   A Igreja também está grávida do Filho de Deus. Em seu seio ela traz o Cristo Palavra e Eucaristia. A Igreja gera agora para a eternidade os novos filhos para Deus, que à semelhança de Jesus buscam cumprir a vontade do Pai, anunciando o Reino e o amor de Deus.
   José e Maria são colaboradores de Deus. Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o Filho de Deus. Sua mãe é humana, seu pai é divino.
O espírito do Natal nos oferece a oportunidade de dizer como Maria: “Eis-me aqui, Senhor, faça-se em mim segundo a vossa vontade”.

Frei Luizinho Marafon



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

ADVENTO
O tempo do Advento tem uma duração de quatro semanas. Este ano, começou no domingo 25 de novembro, e se prolonga até à tarde do dia 24 de dezembro, em que começa propriamente o Tempo de Natal. Podemos distinguir dois períodos: no primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro, aparece com maior relevo o aspecto escatológico e nos é orientado à espera da vinda gloriosa de Cristo. A liturgia nos convida a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: sua vinda ao fim dos tempos, sua vinda agora, cada dia, e sua vinda há dois mil anos.
No segundo período, que abarca desde 17 até 24 de dezembro nos orienta mais diretamente à preparação do Natal. Estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera. O Deus da vida esta chegando. Os evangelhos destes dias nos preparam diretamente para o nascimento de Jesus. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.
Os Apóstolos e seus sucessores deixaram bem claro que mais importante do que se preocupar com qual dia e qual hora Jesus iria chegar era estar preparados para a chegada. A preparação é que importa, pois é melhor Ele nos encontrar preparados do que nos encontrar desprevenidos. Estar preparados é melhor do que estar preocupados em saber o dia e a hora de sua vinda, deixando de lado os nossos afazeres. É isso que significa permanecer firmes na fé e fortalecer o coração: viver como cristão sabendo que Jesus se aproxima a cada dia.

EVANGELHO (Marcos 1, 1-8)
Domingo, 4 de Dezembro de 2011
2º Domingo do Advento

1Início do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
2Está escrito no Livro do profeta Isaías: “Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho. 3Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’”
4Foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados. 5Toda a região da Judeia e todos os moradores de Jerusalém iam ao seu encontro. Confessavam seus pecados e João os batizava no rio Jordão.
6João se vestia com uma pele de camelo e comia gafanhotos e mel do campo. 7E pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Comentário
A conversão é nota predominante da predica de João Batista. Durante a segunda semana, a liturgia nos convida a refletir com a exortação do profeta João Batista: “Preparem o caminho, Jesus chega”. Qual poderia ser a melhor maneira de preparar esse caminho que busca a reconciliação com Deus? Na semana anterior nos reconciliamos com as pessoas que nos rodeiam; como seguinte passo, a Igreja nos convida a acudir ao Sacramento da Reconciliação (Confissão) que nos devolve a amizade com Deus que havíamos perdido pelo pecado. Acenderemos a segunda vela roxa da Coroa do Advento, como sinal do processo de conversão que estamos vivendo. Durante esta semana poderíamos buscar nas diferentes igrejas mais próximas, os horários de confissões disponíveis, para que no Natal, estejamos bem preparados interiormente, unindo-nos a Jesus e aos irmãos na Eucaristia.
Os primeiros cristãos identificaram João como o mensageiro anunciado pelo profeta Isaías e como Elias que, segundo a tradição judaica, anunciava a chegada do Messias. De acordo com essa interpretação, Jesus aparece como o Messias, e João como o precursor.
Há uma diferença entre o batismo de João Batista e o de Jesus: o de João era simplesmente um rito que expressava conversão; o de Jesus era selado pelo Espírito Santo e o fogo, duas imagens que os primeiros cristãos utilizavam pra descobrir a sua incorporação ativa à missão da Igreja.
Para refletir:
O tempo do Advento nos convoca à esperança. Cremos que Deus está presente na vida e na história humana. João Batista nos convoca à conversão. O motivo é preparar o caminho ao Senhor que está para chegar.  Como estamos preparando o caminho para a chegada de Nosso Senhor Jesus Cristo?
Frei Luizinho Marafon

sexta-feira, 25 de novembro de 2011


Domingo, 27 de Novembro de 2011
1º Domingo do Advento

Evangelho  (Mc 13,33-37)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 33Cuidado! Ficai atentos, porque não sabeis quando chegará o momento. 34É como um homem que, ao partir para o estrangeiro, deixou sua casa sob a responsabilidade de seus empregados, distribuindo a cada um sua tarefa. E mandou o porteiro ficar vigiando.
35Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o dono da casa vem: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer. 36Para que não suceda que, vindo de repente, ele vos encontre dormindo.
37O que vos digo, digo a todos: Vigiai!”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

 O que é o Advento
Advento é o tempo litúrgico que antecede o Natal. São quatro semanas nas quais somos convidados a esperar Jesus que vem. Por isso é um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor. Nas duas primeiras semanas do advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador.  Nas duas últimas, lembrando a espera dos profetas e de Maria,  nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém.
O Advento é um tempo de alegre esperança da chegada do Senhor. Jesus vem e isso é motivo de muita alegria. Na verdade, Jesus já veio e virá uma segunda vez. Esse é o ensinamento da Igreja. Mas nosso encontro com Jesus que vem, acontece todos os dias. Jesus vem até nós na pessoa dos nossos irmãos e irmãs, de um modo especial os mais sofredores. Ou mesmo em tantas formas de presença onde o Cristo ressuscitado vem até nós, na oração, na celebração litúrgica ou quando nos reunimos em sue nome. Nosso encontro definitivo com Jesus se dará quando morrermos e participarmos com ele de sua glória, no seio da Santíssima Trindade. Por isso, nós cristãos somos convidados a viver num constante advento, antecipando, na nossa frágil e muitas vezes debitada história, esse encontro definitivo.
O Advento é o primeiro tempo do ano litúrgico. Divide-se em duas partes: Advento escatológico e histórico. A primeira parte nos faz abrir os olhos e o coração para a segunda vinda do Senhor. A segunda parte nos prepara para a festa do Natal.
Outro momento importante do tempo do Advento é a novena do Natal. Nos nove dias que antecedem as festas natalinas, nos preparamos com a oração e com a escuta da Palavra de Deus para bem celebrarmos o mistério da Encarnação do Verbo.       
Mas a espera pela vinda do Senhor não se celebra apenas no Advento. A eucaristia é o sacramento da espera. Em qualquer tempo Ele vem... Sim, o Senhor veio, o Senhor vem, o Senhor virá!

Para refletir
Como nos preparar para a chegada do Menino Jesus?

Frei Luizinho Marafon

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Evangelho (Mateus 25, 31-46)
Domingo, 20 de Novembro de 2011
Jesus Cristo, Rei do Universo
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 31“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.
34Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. 37Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? 38Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te visitar?’ 40Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’
41Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não me fostes visitar’. 44E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ 45Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo: todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ 46Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO

Neste domingo, 20 de novembro a Igreja celebra a festa de Cristo Rei do universo. Hoje encerramos o ano litúrgico, logo iniciamos o Advento.
O Evangelho nos mostra um Rei juiz. Entender o reino de Cristo é entender a expressão máxima do Amor. Seu Reino é de vitória definitiva do Amor. A realeza de Cristo é a nossa realeza. E sua realeza manifesta-se definitivamente em sua Ressurreição e Ascensão. Cristo é Rei e nos somos reis e rainhas com Ele. Como Ele venceremos as trevas deste mundo. Mas é preciso cada um fazer a sua parte. Ele mesmo disse: "Vinde benditos de meu Pai… Recebei o Reino  que meu Pai vos preparou..." "Afastai-vos de mim, malditos, ide para o fogo eterno..."

Essa cena não é uma descrição fotográfica do juízo final. É uma Catequese que nos revela que o amor aos irmãos é uma condição essencial para fazer parte do Reino. Cristo protege os necessitados e se identifica com eles.

O Reino de Deus
É uma semente que Jesus semeou, que os discípulos são chamados a edificar na história através do amor e que terá o seu tempo definitivo, no mundo que há de vir. No entanto, esse Reino já está no meio de nós. E Jesus nos convida a fazer parte dele e a trabalhar para que esse Reino chegue ao coração de todos os homens…

Jesus aceitou ser Rei diante de Pilatos: “Sim sou Rei... e para isso vim ao mundo. É na Cruz que Jesus aceita o reinado. Ele serve a todos, aceita morrer para salvar a humanidade. Seu Reinado é de serviço.
Ele perdoa o Bom Ladrão, que reconhece a sua realeza e pede a salvação. Jesus lhe garante: “Ainda hoje estarás comigo no paraíso”.

Dio do leigo
É Vocação de todo cristão é viver o Batismo no meio do mundo, trabalhando para a transformação de uma sociedade mais justa e fraterna, anúncio do Reino definitivo.

Para refletir:
Estamos conscientes de sermos cidadãos desse Reino?
Ele reina de fato, em nosso coração?
Trabalhamos para que esse reino chegue ao coração de todos os homens?

Paz e bem!
Frei Luizinho Marafon







sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Evangelho (Mateus 25,14-30 )
33o. Domingo do tempo comum (13/11/2011)
25 14 Jesus contou esta parábola: será também como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e lhes confiou seus bens.
15 A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu.
16 Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles; fê-los produzir, e ganhou outros cinco.
17 Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois.
18 Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro de seu senhor.
19 Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas.
20 O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cinco: "Senhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei".´
21 Disse-lhe seu senhor: "Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor".
22 O que recebeu dois talentos, adiantou-se também e disse: "Senhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui os dois outros que lucrei".
23 Disse-lhe seu senhor: "Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor".
24 Veio, por fim, o que recebeu só um talento: "Senhor, disse-lhe, sabia que és um homem duro, que colhes onde não semeaste e recolhes onde não espalhaste.
25 Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra. Eis aqui, toma o que te pertence".
26 Respondeu-lhe seu senhor: "Servo mau e preguiçoso! Sabias que colho onde não semeei e que recolho onde não espalhei.
27 Devias, pois, levar meu dinheiro ao banco e, à minha volta, eu receberia com os juros o que é meu.
28 Tirai-lhe este talento e dai-o ao que tem dez.
29 Dar-se-á ao que tem e terá em abundância. Mas ao que não tem, tirar-se-á mesmo aquilo que julga ter.
30 E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes".
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
Para entender a parabola dos talentos é preciso recuperar o cenário da história relatada.
Esta parábola, tendo provavelmente em sua origem algum dito de Jesus, parece ter sofrido acréscimos e adaptações quando veiculada entre as primeiras comunidades. As imagens da parábola são extraídas de uma sociedade oportunista consagrada ao mercado em busca do lucro. Na parábola, o senhor ambicioso, ao viajar, determina a seus três servos que façam render seu dinheiro. Os dois servos mais "fieis" fizeram o dinheiro render cem por cento. Contudo um servo mais tímido, temeroso da severidade do patrão, não querendo correr risco, escondeu o dinheiro que recebeu e devolveu-o tal qual. O senhor , afirmando-se como sendo aquele que "colhe onde não plantou e ajunta onde não semeou", qualifica o servo tímido de mau e preguiçoso.
Os dois servos fieis e eficientes foram exaltados e o servo tímido foi lançado fora. A sentença final, "a quem tem será dado mais... daquele que não tem será tirado", é típica da sociedade excludente e concentradora de riquezas. A parábola tem um certo aspecto de caricatura irônica da sociedade. Suas imagens são pouco condizentes com a revelação de Jesus de Nazaré, manso e humilde de coração, que vem trazer vida para todos, sem exclusões. O Reino de Deus é o reino dos pobres, mansos, pacíficos e misericordiosos, com fome e sede de justiça e partilha.
Finalmente, a parábola tem sido entendida como uma advertência aos discípulos afim de que façam frutificar seus dons pessoais, a serviço da comunidade e da sociedade. Não podemos nos deixar vencer pela comodiade e pela rotina. Hoje somos nós os discípulos.
 
Para refletir
Estamos usando bem os nossos talentos?
Ajudamos os outros a desenvolver os seus talentos (carismas e dons)?
Um grande abraço.
Paz e bem
Frei Luizinho Marafon

sexta-feira, 4 de novembro de 2011


Evangelho de Mateus (5,1-12)

Domingo, 6 de Novembro de 2011
Solenidade de todos os Santos

Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:
3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!
11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário
No Evangelho Cristo nos aponta o "caminho" da Santidade, com as Bem-aventuranças (Mt 5,1-12a) : - Os que têm um coração de pobre: despidos da vaidade e ambição... - Os que choram: são sensíveis à dor dos irmãos... - Os mansos...  Os que têm fome e sede de justiça... - Os misericordiosos... Os construtores da paz... - Os que têm um coração puro...  Os que são perseguidos por causa da justiça e dos valores do Reino.
Quem são os santos?
No mundo os santos são inumeráveis. Mundo de portas abertas, que cresce sem parar,   porque cada dia que passa vê chegar novos eleitos. É um mundo feito de gente como nós, que, nas limitações humanas, lutaram e venceram, viveram o evangelho de Jesus, e serviram os irmãos nesta terra e continuam a servir por sua intercessão no céu.
Por isso somos convidados participar deste mundo desde agora.
- No princípio, a Bíblia reservou esse nome só a Deus: "Só Deus é santo".
- Jesus Crsito irradia a Santidade de Deus e   transmite a Santidade à Igreja, por meio dos Sacramentos...- Na Igreja primitiva: Santos são os que participam da Santidade de Deus...   Por isso, santos eram todos os cristãos...

Santos hoje
   Hoje, a Igreja nos diz que todos os homens têm uma vocação à santidade:
  "Os cristãos de qualquer condição e estado são chamados pelo Senhor,
    cada um por seu caminho, à perfeição da santidade pela qual é perfeito
    o próprio Pai. Todos os cristãos são chamados à plenitude da vida
    cristã e à perfeição da caridade.” (Concílio Vat. II)

Portanto, SANTOS não são apenas pessoas privilegiadas já mortas, que viveram no passado longe do mundo... - Santos não são apenas os que foram declarados santos pela Igreja e
são honrados hoje em nossos altares...
- Santos são também muitos "desconhecidos", que viveram o ideal da santidade e muitas pessoas de hoje que andam no "caminho" de Deus...
- Santos... podemos e devemos ser também nós...

Construímos nossa santidade no dia a dia. Aqui na terra não é nossa morada definitiva. Viemos de Deus, caminhamos com Ele aqui neste mundo e voltamos para Deus... Somos como uma flecha direcionada para Deus...

PARA REFLETIR:

Para você, o que é santidade?
Vivendo as Bem -aventuranças dá para ser santo?

Abraços, paz e bem!

Frei Luizinho Marafon